A adoração como estilo de vida

A adoração como estilo de vida

Quando falamos de louvor e adoração, logo pensamos em quê? Talvez venha à sua cabeça o
momento de louvor no culto, ou o tema música. Para a maioria das pessoas, louvor e adoração
é o momento do culto simplesmente: no momento das músicas mais animadas, nós estamos
louvando; no momento das músicas mais lentas, fechamos nossos olhos, contemplamos o
Senhor, então estamos adorando. Claro que isso faz parte do louvor e da adoração, mas é uma
pequena parte. Na verdade nós temos que viver uma vida de louvor e adoração a Deus, que vá
muito além das canções. Há alunos que pensam que vamos cantar nesta disciplina, mas nosso
objetivo é estudar princípios profundos dentro deste tema.
Na verdade, adoração é um estilo de vida.
Podemos cantar uma canção com toda a nossa força, entretanto ela pode não ser real no
nosso dia-a-dia. Às vezes cantamos no culto “te dou meu coração, te dou minha alma, eu vivo
só pra ti, sempre que eu acordar, sempre que eu respirar, o teu querer se cumpra em mim…”
Muito bonita essa canção, mas, no cotidiano, ela tem sido real? No dia-a-dia, você realmente
tem buscado a vontade do Senhor? A cada manhã você tem acordado e falado: “Senhor, seja

feita a tua vontade, cumpra em mim o teu querer”? Ser cantor é muito simples, mas o verda-
deiro adorador vai muito além, na verdade ele vive aquilo que canta.


Por que temos que louvar e adorar? Como deve ser nossa vida de louvor e adoração? Descobrir
o ponto central do louvor e da adoração é imprescindível para uma vida cristã vitoriosa! Qual é
esse ponto? O ponto central é que Deus criou o homem para ser expressão dEle aqui na terra.
E o único meio pelo qual expressamos o Senhor é tendo uma VIDA de louvor e adoração.
Ou seja, quando adoramos a Deus, nos tornamos expressão do Senhor. Sabemos que Deus
criou o homem à Sua imagem e semelhança, ou seja, para ser a expressão divina aqui na terra,
para brilhar. Por isso quando nós adoramos, nós trazemos o brilho de Deus.
Quando Deus criou Lúcifer, criou-o para brilhar, tanto é que o seu nome significa “aquele
que brilha”, ou seja, ele foi criado para ser mais uma expressão de Deus, mas o que aconteceu?
Esse brilho transformou-se em trevas quando Lúcifer deixou de ser adorador e passou a querer
ser adorado. Ele quis ter a mesma posição de Deus, o mesmo privilégio, a mesma honra. Em
outras palavras, “eu sou tão bom, eu brilho tanto, então quero que as pessoas me adorem”.
Deus criou Lúcifer para brilhar, tanto é que seu nome é traduzido como “aquele que brilha”, ou
seja, ele foi criado para ser mais uma expressão de Deus. No entanto, esse brilho se foi quando ele
deixou de adorar e quis ser adorado.
É o mesmo princípio que nos leva ao engrandecimento. Certamente não falamos “olha, me
adorem!”, mas, em outras palavras, “me aplaudam, me elogiem!” Lúcifer parou de brilhar,
perdeu a glória de Deus. Do mesmo modo, quando começamos a crescer ministerialmente e a
perceber a luz ou o brilho em nós, muitas vezes deixamos de adorar a Deus, e o brilho também
se vai.
Muitos ministérios que cresceram, que tiveram sucesso em proporção nacional, ministros
de louvor, ou mesmo pastores evangelistas, a partir de determinado momento começaram a
olhar para si e falar ou pensar: “Olha, realmente eu sou um cara muito bom, a minha música
está tocando em todas as rádios do Brasil”. Então, deixaram de ser adorares, de dar a adoração devida ao Senhor, e é nesse ponto que o brilho que Deus deu a esses ministros, a esses ministérios, se vai.

Se você mantiver o coração submisso ao Senhor, você pode ser um grande pastor em nome
de Jesus, pode ser levantado por Deus no Brasil ou para onde Ele enviá-lo, mas se você não
for um adorador de fato, vai começar a buscar glória para si e vai se esquecer de dar a glória ao
Senhor, é nessa hora que o brilho se vai.
Lúcifer também era chamado de estrela da manhã, mas ele foi precipitado por terra ao deixar de dar o louvor e a adoração ao único Deus. Ele possuía uma posição de destaque, brilhava, mas quando ele deixou de adorar o único digno de ser adorado, ele foi precipitado, e o resultado foram trevas.
Por outro lado, Jesus também é chamado de brilhante Estrela da Manhã (Ap 22.16). No
entanto, diferentemente de Lúcifer, Jesus não deixou de brilhar. Por quê? O fato é que Jesus,

sendo Deus, não usurpou ser igual a Deus, mas tornou-se servo. Este ponto é muito importan-
te: quando estava aqui na terra, em forma de homem, Jesus reconhecia que havia alguém maior que Ele. Em João ele disse “o pai é maior do que eu”.Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas.
Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da Manhã.
(Ap 22.16)

Jesus foi o maior exemplo de um verdadeiro adorador, a vida dele foi vivida em completa
adoração. Então, se vamos partir do exemplo dele como verdadeiro adorador, perceberemos
que a adoração de um verdadeiro adorador está ligada intimamente a um estilo de vida. Nós
não vemos Jesus cantando. Na verdade nós vemos um discípulo cantando uma vez, o que
confirma que a verdadeira adoração não são canções. Deus não quer simplesmente canções ou
cantores, o próprio Jesus falou à mulher samaritana que o Pai procura adoradores que o adorem
em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).
Então como Jesus conseguiu? Jesus foi o maior exemplo de um verdadeiro adorador. A vida de
Jesus foi vivida em completa adoração a Deus. E veremos que adoração não está intimamente
ligada a uma música, e sim a um estilo de vida.
Vamos estudar esse estilo de vida ou esses aspectos da vida de Jesus como o verdadeiro
adorador, para isso iremos analisar a oração do Pai Nosso, que Ele nos ensinou. Em Mateus 6,
aprendemos com Jesus 3 aspectos de um verdadeiro adorador: REINO, PODER, GLÓRIA.
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado
seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nos-
sas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o
poder e a glória para sempre. Amém!] (Mt 6.9-13 – grifos nossos)
Jesus começa dando a glória a Deus ao dizer “santificado seja o teu nome”. Logo após Ele
pede que o reino de Deus venha e a vontade de Deus seja feita. E, por fim, Jesus pede o poder
de Deus para viver uma vida vitoriosa.

1. Teu é o REINO

…venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu…
(v.10)

Em outras palavras, assim como no céu é feita a vontade de Deus, também seja feita aqui na
terra. Quando falamos em reino, logo pensamos em quê? Primeiramente na figura de um rei
que governa e que tem a posição de primazia. Jesus sabia que, para viver uma vida de adorador,
Ele tinha que reconhecer e buscar não a própria vontade, mas a vontade de Deus, a vontade
do rei. Se Jesus reconheceu isso, imagine nós! Então é importante que você entenda o que a
Palavra de Deus quer nos dizer. Em Filipenses 2.5, lemos algo muito forte:

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o
ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de
servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura
humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e
morte de cruz. (Fp 2.5-8)

Devemos ter o mesmo sentimento que Jesus Cristo: mesmo sendo Deus, Jesus não julgou
esse fato como algo a que Ele devesse se agarrar violentamente, significado da palavra original
no grego traduzida para “usurpação”. Ou seja, Jesus não julgou como usurpação o ser igual a
Deus, ao contrário, Ele esvaziou-se de si, da glória que possuía como Deus, e tornou-se servo.
E como servo, deveria ser obediente ao que o rei mandasse. Esse deve ser nosso sentimento,
obedecer ao nosso Rei, que é o Rei dos Reis.
Portanto, o reino nos fala primeiramente de governo, direção, encabeçamento, liderança.
Você tem obedecido ao que o Senhor manda? Ele governa sua vida, dirige os seus passos,
mostra o caminho por onde você deve andar? E você obedece, ou faz o que quer? Você é um
verdadeiro adorador ou um verdadeiro cantor? Ser um adorador passa pelo reconhecimento de
que há um Rei, de que esse Rei manda e, o que Ele manda, eu vou fazer. Jesus, na oração do

Pai Nosso, estava dizendo que Ele era um servo, a busca pela vontade de Deus é um reconhecimento de que Ele é o senhor das nossas vidas. Se você realmente é um adorador, deve estar

buscando a vontade do Rei, daquilo que Ele tem para você, para sua vida.
Jesus sabia que, para se viver uma vida de adoração, Ele teria que reconhecer que a vontade de
Deus era o melhor para sua vida.
Todos os dias, você acorda e fala: “Senhor, venha o teu reino, seja feita a tua vontade”?, ou
a sua oração é mais ou menos assim: “Senhor, eu quero o meu carro, eu quero a minha casa,
eu quero o meu ministério, eu quero o que minha família deseja. É isso e pronto”? Sua oração
está baseada em quê? Porque a oração de Jesus começou baseada no seguinte: “Pai, santificado
seja o teu nome, venha o TEU REINO, o teu governo sobre a minha vida, seja o Senhor quem
governe; e mais, não seja feita a minha vontade, mas seja feita a sua vontade”.
Ao submeter-se ao Rei, Jesus estava dizendo que era apenas um servo, mesmo sendo Deus.
Então, nós temos que acordar todas as manhãs e fazer orações deste tipo: primeiro, “Senhor,

venha o Seu reino sobre a minha vida, me governe, me lidere, seja o rei da minha vida”; segun-
do, “Seja feita a Sua vontade, não a minha”.

A busca pela vontade de Deus é um reconhecimento de que Ele está no centro da sua vida.

Quando Jesus disse na oração “venha o seu reino, seja feita a sua vontade…”, Ele estava mostran-
do que reconhecia um governo sobre si e que não queria andar na sua própria vontade.

A maior prova de que Jesus reconheceu que o reino deveria ser estabelecido por Deus e
a vontade a ser feita deveria ser a do Pai foi no Getsêmani, onde Ele chegou a suar gotas de sangue e a dizer: “Pai, se possível, passa de mim este cálice, mas não seja feito como eu quero,
e sim como tu queres”. Olha que prova de reconhecimento e de busca pela vontade de Deus, a
ponto de suar gotas de sangue!
Muitas vezes não é fácil fazer a vontade de Deus, não é simples, obedecê-lo tem um preço,

ser verdadeiro adorador tem um preço. Quando Jesus fala que o Pai procura verdadeiros ado-
radores, Ele está dizendo isso porque não é fácil achar adoradores, senão o Pai não precisaria

procurar. Além disso, Jesus disse verdadeiros adoradores, ou seja, existem os falsos adoradores.
Que Deus faça de nós verdadeiros adoradores!
A maior prova que Jesus queria fazer a vontade do Pai, não importando o preço, é que chegou a
suar gotas de sangue no Getsêmani para compreender a vontade do Pai.
Entretanto, nunca se esqueça de algo: a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, então o
melhor lugar para estar não é onde queremos, nem necessariamente onde certas pessoas querem
para nós, mas onde Deus quer que estejamos. Se, de fato, nós somos verdadeiros adoradores,
ainda que haja dias nos quais, apesar das nossas boas intenções, nós caminhemos erradamente,
precisamos avaliar se temos caminhado como verdadeiros adoradores. Um adorador de verdade
anda em linha com o governo de Deus, mas aqueles que andam de acordo com seus próprios
planos não adoram a Deus de verdade.
Nunca esqueça que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. E o melhor lugar para se estar não
é onde queremos, ou onde os outros desejam para nós, e sim no centro da vontade de Deus.
Estudamos um aspecto do Rei: que Ele governa, Ele é o cabeça, Ele determina, Ele manda. E
nós, como servos, obedecemos, acatamos e fazemos a vontade de Deus: estabelecer o Seu reino.
Um adorador de verdade anda em linha com o governo de Deus! Mas aqueles que andam de
acordo com seus próprios planos não adoram de verdade a Deus.
Agora vamos estudar outro aspecto, a posição de honra e primazia que um rei possui: o rei
tem que ser colocado em primeiro lugar. No caso do Senhor, a posição de honra, de destaque,
tem que pertencer a Deus e permanecer dEle.
Quem tem sido o primeiro nas nossas vidas?
Quem tem ocupado o primeiro lugar, os primeiros minutos do nosso dia? Com quem
ou com que nós ocupamos nosso tempo? Como Rei, Deus tem sido colocado em primeiro?

Precisamos saber, porque se Ele tem sido o segundo, então é preciso remover aquilo que é o pri-
meiro da sua vida. Só Ele é rei, portanto a primazia e a honra pertencem ao nosso Senhor Jesus.

Um rei tem posição de honra e primazia. O rei tem que ser colocado em primeiro lugar. A posição
de honra, de destaque tem que pertencer a Deus.
Quantos, infelizmente, têm colocado Jesus em segundo plano: “Se tiver tempo, eu oro; se
tiver tempo, eu leio a Bíblia; se tiver tempo, eu lidero célula…” Quem escolhe o que você deve
fazer ou não é você mesmo ou é o Senhor? Muitas vezes nós não damos tempo para Deus, e o que sobra é que fica para Ele. Isso é agir como um verdadeiro adorador? Vamos colocar o Senhor
Jesus em primeiro lugar e podemos ter certeza de que as demais coisas serão acrescentadas.
A primazia e a honra pertencem ao nosso Senhor Jesus.

2. Teu é o PODER

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes
cair em tentação; mas livra-nos do mal…

O primeiro aspecto de um verdadeiro adorador é a confiança em Deus como provedor. “O
pão nosso de cada dia dá-nos hoje” nos fala de sustento, suprimento, ou capacitação. Logo
depois temos um segundo aspecto, que é o poder do perdão: “perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós temos perdoado…” E, por fim, “não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos
do mal”. Para que isso aponta? Para proteção, Deus é a nossa proteção.
Ao orar, Jesus estava dizendo que precisava de um Deus que o suprisse com o “pão de cada dia”.
Também do poder do perdão que os adoradores necessitam para estar diante de Deus. Além disso,
precisava de que o Senhor fosse sua proteção, livrando-o do mal.
Devemos ter o Senhor como nosso sustento, capacitação e força, ou seja, em tudo que
fizermos, temos que depender da capacitação que vem de Deus. Ele nos capacita, Ele nos
sustenta, tanto material quanto espiritualmente. É claro que precisamos do Senhor para
obter nosso sustento natural, mas nós precisamos, principalmente, do pão que desceu do
céu, do pão espiritual.
Quando falamos de poder, em primeiro lugar, significa que devemos ter o Senhor como o nosso
sustento, capacitação e força.

Um adorador depende do Senhor para receber seu pão espiritual diariamente. Quantos canto-
res de domingo estão mortos?! Por quê? Porque não se alimentam do seu supridor e pensam que estão sendo adoradores por cantarem no culto. Há muitos cantores assim, não são adoradores. Na
verdade, você tem que ser um adorador que canta, não um cantor que se diz adorador.
Para tudo que fizermos, temos que depender da capacitação que vem de Deus.
Jesus mesmo disse aos seus discípulos, em Atos 1.8, “mas recebereis poder ao descer sobre vós o

Espírito Santo”, ou seja, em outras palavras, “vocês vão permanecer em Jerusalém e serão revesti-
dos do poder do alto para que realmente possam ser a minha expressão aqui na terra. E quando

eles os ouvirem, que possam me ouvir; quando eles os virem, que possam me ver. Então vocês
precisam desse poder do alto, para poder brilhar e as pessoas verem a Mim através de vocês”. Por que nós precisamos buscar e reconhecer que o poder é de Deus? Porque em nós mesmos

não habita bem algum. As pessoas não gostam das nossas palavras, e sim do Deus que é mani-
festado através das nossas palavras. As pessoas não gostam de nós, gostam da presença de Deus

em nós, gostam do poder de Deus em nós. Para sermos essa expressão de Deus, precisamos da
capacitação dEle.

O apóstolo Paulo também nos mostra, em Filipenses, que Deus é quem nos dá um propó-
sito a seguir, como também o poder para que esse propósito possa se cumprir.

…porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar,
segundo a sua boa vontade. (Fp 2.13)

O Deus que quer que você realize alguma coisa é o mesmo Deus que vai realizá-la através
de você, ou seja, toda a capacidade de que você precisa está nEle. Primeiro você pede para
que venha o reino de Deus e seja feita a vontade dEle. Mas, para você cumprir essa vontade,
você precisa de Deus, do sustento dEle. Portanto, você precisa orar, precisa buscar: “Senhor,
preciso de Ti para o seminário, preciso do Senhor pra ter revelação, eu preciso do Senhor pra
liderar uma célula, eu preciso do Senhor pra evangelizar, eu preciso do seu poder pra curar os
enfermos, pra expulsar os demônios…” Isso é depender do poder de Deus. Contudo, quando
começamos a confiar na nossa força, no nosso braço, perdemos o brilho do Senhor em nossas
vidas. Maldito o homem que faz do seu braço a sua força (Jr 17.5).
Enquanto reconhecemos que precisamos do poder de Deus, estamos vivendo uma vida de louvor e
adoração. No entanto, quando começamos a confiar no nosso braço, perdemos o brilho do Senhor
em nós.
Primeiro vimos o aspecto do poder do sustento, agora veremos o aspecto do poder do
perdão. Não há como chegarmos até o Deus Todo-Poderoso se não tivermos o perdão, não
há como chegarmos por méritos, por obras humanas, ou por justiça própria. Só podemos nos
achegar a Deus porque existe o perdão, e não por boa conduta, porque não há homem algum
que não tenha pecado (só Jesus), e os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus.

Em segundo lugar, vemos, na oração de Jesus, o poder do perdão. Não há como nos ache-
garmos diante do Todo-Poderoso e vivermos diante de dEle por méritos, obras humanas ou justiça própria.
Então como podemos nos aproximar do Senhor? Por causa do sangue de Jesus, derramado
em favor daqueles que iriam crer nEle. Então, por causa do poder do perdão de Deus mediante
o sacrifício de Jesus, eu peço perdão pelos meus erros, pelas minhas falhas, pelos meus pecados
e tenho livre acesso para estar diante de Deus.
No livro de Levíticos, aprendemos que o caminho para se chegar a Deus e obter perdão
era por meio do sacrifício de animais. Para andar com Deus era preciso santificação e, para
que houvesse santificação, era preciso derramar sangue de animais. Mas quando Jesus morreu
na cruz, Ele derramou Seu sangue por nós, que cremos, e o véu que nos separava de Deus foi rasgado, portanto, podemos entrar e adorar ao Senhor, podemos estar diante dEle. Então, Jesus
foi o Cordeiro pascal, imolado em nosso lugar para nos trazer o perdão de Deus.
Jesus pediu por proteção. O sucesso traz inúmeras tentações, e só o poder de Deus pode nos livrar
do mal.

E, por fim, o terceiro aspecto: Jesus pediu proteção. Já vimos quantos ministérios foram tentados por causa do dinheiro e caíram, quantos cantores evangélicos foram tentados pela glória

da fama e também caíram, quantos irmãos preciosos foram tentados a viver confiados na sua
própria força e também caíram. Isso é muito sério, no início do ministério falamos a Deus: “teu
reino, teu poder e tua glória”, entretanto, quando nós pensamos que não dependemos mais do
poder de Deus, nós caímos.
Jesus passou por tentações, contudo obteve vitória diante de todas elas porque dependia do poder
de Deus para vencê-las.

Lemos nos evangelhos que Jesus orava diariamente e, na oração que nos deixou, Ele nos en-
sinou a pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação mas nos livre do mal. Por isso, quando

Jesus foi tentado, Ele pode vencer.
Se não reconhecermos que precisamos dessa proteção, seremos facilmente vencidos pelas
tentações que o diabo vai colocar nas nossas vidas.

3. Tua é a GLÓRIA

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado
seja o teu nome… (Mt 6.9)

Jesus sabia que tudo que tinha vinha do Pai e, como filho, glorificava o Pai, ou seja, Ele
dava a glória devida ao Pai. Talvez esse seja o estilo de adoração mais difícil, porque até nós
entendermos que a vontade de Deus é o melhor pra nós… Muitas vezes pedimos que a vontade
dEle seja feita, reconhecendo que é o melhor, outras nós pedimos a capacitação de Deus, mas
muitas vezes deixamos de dar a glória a Ele. O que é isso mais precisamente? A glória nos fala
de elogio, de reconhecimento, de aplausos.
Jesus sabia que tudo o que tinha vinha do Pai. Como filho, ele glorificava ao Pai.

Frequentemente as nossas motivações incorrem em erro, porque começamos a querer a gló-
ria para nós, queremos reconhecimento, que as pessoas nos aplaudam: “Como você canta bem;

você lidera muito bem; você é um homem de Deus; como você prega bem!” E assim, come-
çamos a viver buscando a glória para nós, então vamos pregar muito bem para que as pessoas

nos aplaudam, vamos liderar, vamos ter mais pessoas, vamos ter mais células, mais discípulos,
mais igrejas porque queremos ter reconhecimento. Dessa forma, deixamos de ser verdadeiros
adoradores, passamos agora a querer ser adorados.

Glória nos fala de:
Elogio
Reconhecimento
Aplausos.


Quando começamos a ser expressão de Deus aqui na terra, são inevitáveis o elogio, o aplauso
e o reconhecimento, mas nós temos que aprender a lidar com eles se quisermos ter uma vida
de louvor e de adoração. Não quer dizer que você não vá receber, podemos até receber a glória
por algo que nós fizemos, mas termos uma postura: “Senhor, eu reconheço que Tua é a glória e
para Ti é o louvor, se eu fiz foi por causa do Senhor, e o Senhor fez através de mim”.
Quando começamos a ser expressão de Deus aqui na terra, é inevitável o elogio, mas nós teremos
que aprender a lidar com ele, se quisermos ter uma vida de louvor e adoração a Deus.
Mais importante é quem utiliza a ferramenta, o artista recebe a glória da sua obra, e não o
pincel, ou seja, é a mão do Senhor através de nós que faz com que pinturas lindas possam ser
feitas, é Deus quem está escrevendo a nossa história, uma linda história nas nossas vidas. Então,
a Ele toda a honra, toda a glória, tudo que nós temos nós temos por causa dEle.
Mais importante é quem utiliza a ferramenta! O artista recebe a glória da sua obra e não o pincel!
Nunca se esqueça que ser um verdadeiro adorador passa por estes três aspectos: de Deus é
o REINO (o governo, a primazia), de Deus é o PODER (o sustento, a proteção), e que Deus
receba toda a honra e toda a GLÓRIA para todo o sempre.
E quando temos esse coração para Deus, Ele é glorificado através das nossas vidas, assim como
Jesus sempre glorificou ao Pai!
Concluindo: Adoração é andar na vontade de Deus, reconhecer e andar na dependência
dEle e dar toda a glória devida ao Seu nome.