Filhos, não servos

“Não somos filhos porque servimos, mas servimos por que somos filhos”

Quando o filho pródigo voltou para casa, o seu pai lhe deu três coisas que representam aquilo que o Pai também nos dá porque somos filhos e filhas, e não servos. Quando o filho pródigo decidiu voltar para casa, ele queria ser tratado como servo, uma vez que havia se comportado tão mal. Mas ainda assim o pai o tratou como filho.

Evidentemente, todos nós servimos ao Senhor, e os apóstolos se apresentavam nas suas epístolas como servos do Senhor. Filipenses 2.7 diz que o Senhor assumiu a forma de servo e serviu até a morte. Há muita glória quando filhos decidem servir, mas é muito triste quando filhos querem ser tratados como servos por causa do pecado. Não somos filhos porque servimos, mas servimos por que somos filhos. Os três presentes que o pai deu ao filho pródigo no seu regresso para casa nos falam também daquilo que Deus nos dá agora que somos filhos.

Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. (Lc 15.17-19)

Na visão daquele garoto, ele não era bom o suficiente para ser filho, por isso queria ser tratado como servo. Muitos pensam que não são dignos de serem chamados filhos, mas a verdade é que você é filho e isso não pode ser alterado por causa do seu comportamento.

A Palavra de Deus diz que vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. O pai nem o esperou acabar de falar, mas imediatamente disse aos seus servos: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado” (Lc 15.22).

Tenha bem claro em sua mente que cada presente do pai somente é dado aos filhos, e não aos servos: as vestes novas, o anel e as sandálias. Enquanto são pequenos, os filhos não diferem muito do escravo, mas, a seu tempo, eles se apropriarão da herança.

O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. (Jo 8.35)

De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. (Gl 4.7)

As vestes de justiça

A primeira coisa que o Pai nos dá são vestes de justiça.

Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias. (Is 61.10)

Esse manto de justiça representa uma nova posição diante de Deus. Recebemos o dom da justiça. Nossa justiça não é resultado de nossas boas obras ou bom comportamento, mas é algo que recebemos pela fé, é a justiça do próprio Senhor Jesus que foi colocada em nós.

Você é justo porque tem tentado conquistar essa posição ou porque a recebeu de graça? Eu creio que hoje quase todos os irmãos responderiam que recebemos de graça, mas temo que alguns ainda vivam como se ainda tivessem de conquistá-la.

O seu entendimento sobre isso vai afetar diretamente a forma como você se relaciona com Deus e também como se relaciona consigo mesmo. O filho pródigo não havia feito nada para ganhar esses três presentes. Veja o que ele diz ao seu pai: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”. Ele disse: “Já não sou digno”. Isso significa que, em algum momento, ele pensava que era digno.

Muitos ainda vivem assim, pensam que precisam ser dignos de serem tratados como filhos. Baseiam o seu relacionamento com Deus em suas obras de merecimento; mas eu tenho uma boa notícia: você nunca será digno.

E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. (Rm 4.6-8)

E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor. (Rm 4.23-24)

A Palavra de Deus mostra claramente que o dom da justiça nos é dado independentemente de nossas obras. Não tem nada a ver com nossas obras, mas é um dom que recebemos. A justiça nos é dada, não podemos jamais conquistá-la.

Quando Abraão creu em Deus, ele recebeu o dom da justiça, a justiça de Deus lhe foi imputada (Rm 4.3). Sabemos que isso acontece porque Deus pegou o nosso pecado e colocou sobre Jesus e pegou a justiça de Cristo e colocou em nós no momento em que cremos (2 Co 5.21).

Não ouça o acusador. Agora não há mais nenhuma condenação sobre você (Rm 8.1). Há uma história interessante no livro de Zacarias. Depois que o povo de Israel voltou do cativeiro, eles tornaram a edificar o Templo, e o homem que Deus usou para isso chamava-se Josua ou Josué. Ele era o sumo sacerdote. Zacarias teve uma visão com ele.

Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes. (Zc 3.1-4)

Na Velha Aliança, satanás estava à direita do homem para acusá-lo e resistir-lhe, mas agora, na Nova Aliança, temos um advogado à nossa direita. O Senhor repreendeu satanás e mandou que tirassem de Josué as vestes sujas e o vestissem de finos trajes.

Isaías 64.6 diz que todas as nossas justiças são como trapo da imundícia. Era assim que estávamos vestidos, mas agora ganhamos vestes de justiça.

Há três palavras usadas para descrever a nossa condição: pecado, transgressão e iniquidade. O pecado tem a ver com a nossa natureza, a transgressão está relacionada com a lei, mas a iniquidade tem um sentido mais profundo – iníquo significa desigual. Cada vez que fazemos algo fora do padrão de Deus, praticamos iniquidade. Isso pode ser algo bom ou mau. Nossas boas obras também são iniquidade, porque não são como Deus. É por isso que a árvore no Éden se chamava árvore do conhecimento do bem e do mal.

O pai trocou a roupa do seu filho, e nós hoje também recebemos trajes de justiça simplesmente porque somos filhos. Portanto, viva como filho. O dom da justiça que recebemos nos capacita a viver de forma justa e correta. Nós temos o poder do Espírito Santo sobre nós.

Pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. (Ap 19.8)

O anel de autoridade

Os três presentes dados pelo pai ao filho pródigo representam coisas que recebemos de Deus hoje como filhos, e não como servos. O segundo presente que o pai deu ao filho foi um anel de autoridade. Enquanto as vestes simbolizam a justificação, o anel representa a autoridade do filho. Assim como a justificação, a autoridade nos é dada pela graça mediante a fé.

Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. (Gn 41.42)

Escrevei, pois, aos judeus, como bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque os decretos feitos em nome do rei e que com o seu anel se selam não se podem revogar. (Et 8.8)

Baseados nesses textos, vemos que o anel representa autoridade. Naqueles dias, o anel tinha uma função parecida com os nossos modernos cartões de crédito. Se o filho quisesse comprar algo, ele agora só precisava carimbar o selo com o anel e mandar cobrar a fatura do Pai. É como se o pai tivesse dado um cartão infinite para o filho que acabara de gastar uma parte dos seus bens dissolutamente. Isso é muita graça.

Autoridade é diferente de poder. Por causa da sua autoridade, um oficial militar pode se posicionar na frente de uma carreta e mandar pará-la. A carreta pode ter poder, mas ele tem autoridade.

Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. (Mc 1.22)

A Palavra de Deus diz que toda autoridade é delegada (Rm 13.1). Toda autoridade procede de Deus. E o pai delegou autoridade ao filho que havia sido rebelde. Por causa disso, precisamos andar em humildade, pois em nós mesmos não temos autoridade alguma. Nossa autoridade procede do Pai.

Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. (Lc 9.1)

Alguns dizem que esse verso se refere unicamente aos apóstolos, mas, no capítulo 10, o Senhor concedeu a outros setenta a mesma autoridade (Lc 10.1 e 17). O Senhor lhes disse: “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lc 10.19). Então, você pode estar certo de que todo filho ganhou um anel de autoridade.

E você pode pensar que isso seja apenas para crentes maduros e experientes, mas, no verso 21, o Senhor se alegra porque isso foi dado aos pequeninos, ou seja, aos novos convertidos. Você não precisa crescer para ganhar autoridade, você ganhou o anel junto com as vestes de justiça. Essa verdade, porém, está oculta aos olhos de gente arrogante e orgulhosa. Precisamos manter o coração simples dos novos convertidos.

Em Mateus 8.5-10, lemos a respeito da história de um centurião romano que realmente compreendia o que era autoridade.

Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. (Mt 8.5-10)

O centurião disse que também era sujeito a autoridade como o Senhor. Em outras palavras, ele sabia que tinha autoridade porque estava debaixo de autoridade, por isso ele tinha fé que bastava uma ordem, uma palavra, e a cura aconteceria.

A nossa autoridade é liberada por fé, e a maneira como ministramos fé é falando, confessando. Em 2 Coríntios 4.13, diz: “Eu cri, por isso é que falei”. É muito simples, basta falar aquilo em que você crê.

O anel de autoridade nos identifica como filhos diante do mundo espiritual. Mas é preciso abrir a boca e liberar fé. A fé, porém, é tanto o ato de crer quanto o conteúdo de nossa fé. Quando cremos errado, não temos fé para exercer autoridade. Uma fé errada nos coloca numa posição errada e, mesmo sendo filhos, não conseguimos exercer autoridade.

Em Mateus 21.23, os principais anciãos perguntaram ao Senhor com que autoridade Ele fazia aquelas coisas. O Senhor coloca uma condição: “Eu lhes respondo se me disserem se o batismo de João Batista era de Deus ou dos homens”. Eles, então, discorriam, dizendo: “Se dissermos: Do céu, Ele nos dirá, então por que não creram nele? Mas dissermos que é dos homens, o povo pode nos apedrejar, pois creem que João era um profeta”. Por fim, esquivaram-se, dizendo que não sabiam. E o Senhor lhes disse: “Eu também não vou dizer a vocês com que autoridade faço essas coisas”.

No entanto, se lermos os versos seguintes, veremos que o Senhor lhes conta uma parábola. Ele diz:

Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus. Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele. (Mt 21.28-32)

O Senhor estava dizendo que os fariseus diziam que obedeciam, mas, na verdade, eram rebeldes. Os pecados, porém, não obedeciam, mas, por fim, arrependidos, obedeceram, crendo no Senhor. A parábola também responde à pergunta dos fariseus, o Senhor diz que a sua autoridade era porque Ele fazia a vontade de Deus. É inútil tentar exercer autoridade vivendo fora da vontade de Deus. A obediência também gera fé.

O sapato da aliança

O terceiro presente que o pai deu ao filho pródigo foram as sandálias para os pés. Mas o que as sandálias ou sapatos representam na Palavra de Deus? Representam direitos. O pai estava aqui dando ao filho pródigo os seus direitos como filho. E a atitude oposta de tirar os sapatos tem o sentido de abrir mão dos direitos.

Quando Boaz decidiu casar-se com Rute, antes ele teve de conversar com outro parente mais próximo do que ele e que tinha o direito de ser o remidor.

Este era, outrora, o costume em Israel, quanto a resgates e permutas: o que queria confirmar qualquer negócio tirava o calçado e o dava ao seu parceiro; assim se confirmava negócio em Israel. Disse, pois, o resgatador a Boaz: Compra-a tu. E tirou o calçado. (Rt 4.7-8)

Quando aquele remidor tirou o seu sapato, ele abriu mão dos seus direitos. Ele tinha o direito de se casar com Rute, mas abriu mão desse direito. E o sinal que ele fez para renunciar o seu direito foi tirar o sapato. Em Deuteronômio, está descrita a lei do remidor. Quando um homem não queria redimir o seu irmão, ele ficava conhecido como o descalçado, ou seja, aquele que não honrou a aliança e abriu mão dos seus direitos.

Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, subirá esta à porta, aos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer exercer para comigo a obrigação de cunhado. Então, os anciãos da sua cidade devem chamá-lo e falar-lhe; e, se ele persistir e disser: Não quero tomá-la, então, sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará a sandália do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não quer edificar a casa de seu irmão; e o nome de sua casa se chamará em Israel: A casa do descalçado. (Dt 25.7-10)

Em Êxodo 3, lemos sobre o dia em que o Senhor apareceu a Moisés no meio de uma sarça ardente. E qual foi a primeira coisa que Deus disse a ele? Tire as sandálias dos seus pés.

Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. (Êx 3.4-5)

Quando Moisés tira as sandálias, estava dizendo que não tinha nenhum direito de estar ali. Para Moisés, a palavra foi: “Não te chegues para cá”; mas, para nós hoje, é: “Cheguemos com ousadia no santo dos santos”. Hoje, temos direitos que nos foram garantidos pela Nova Aliança. O mesmo aconteceu com Josué. Quando estava prestes a entrar em Canaã às vésperas de conquistar Jericó, a primeira cidade, ele vê o Anjo do Senhor.

Estando Josué ao pé de Jericó, levantou os olhos e olhou; eis que se achava em pé diante dele um homem que trazia na mão uma espada nua; chegou-se Josué a ele e disse-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos adversários? Respondeu ele: Não; sou príncipe do exército do SENHOR e acabo de chegar. Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?  Respondeu o príncipe do exército do SENHOR a Josué: Descalça as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim. (Js 5.13-14)

Quando manda Josué tirar as sandálias, estava dizendo que ele precisava desistir de todos os seus direitos. Não será você com os seus planos e estratégias que vencerá a cidade.

É interessante que Josué pergunta ao Senhor: “És tu dos nossos ou dos nossos adversários?” Mas ele responde: “Não”. Em outras palavras: “Não estou aqui para assumir lados, estou aqui para assumir o controle. Eu não fico do seu lado, mas você fica do meu lado. Se você quer ser parte do meu exército, precisa abrir mão dos seus direitos”.

Quando o filho recebe sapatos novos, isso significa que os seus direitos de filho estão sendo restaurados. Se você é filho, você tem certos direitos. Depois desses três presentes, o Pai diz que é hora de fazer uma festa. E é nesse ponto que que entra em cena o segundo filho.

Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. (Lc 15.25-31)

Observe o que o filho mais velho diz: “Há muitos anos que te sirvo”. O problema é que somos filhos, e não servos. Aquele filho se relacionava com o pai como se fosse um servo. Por causa disso, nunca havia desfrutado da herança. Quem se relaciona como servo está sempre tentando merecer a posição.

Depois, ele diz que nunca transgrediu nenhuma ordem. Isso é mentira, pois só houve um Filho perfeito, e todos nós somos pecadores. Por fim, ele cobrou que o pai nunca lhe havia dado sequer um cabrito. Outra mentira, pois o pai dividiu a herança entre os dois e, sendo o filho mais velho, ele teve direito a dois terços da herança.

Finalmente, o pai lhe disse: “Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu”. Em outras palavras, você tem a minha presença e a minha provisão. Ele tinha tudo do pai, mas não desfrutou de nada, tudo porque, sendo filho, resolveu se relacionar como se fosse servo.

Perguntas para compartilhar:

Você é justo porque tem tentado conquistar essa posição ou porque a recebeu de graça?

Tags