O que é sagrado é eterno

O que é sagrado é eterno

Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. (2 Tm 3.15) 

Quando a Bíblia diz que algo é sagrado, significa que pertence a Deus. O termo “as sagradas letras” refere-se à Palavra escrita, que é inspirada por Deus. Portanto, a Bíblia não é um livro qualquer escrito por homens, como muitos afirmam. A Bíblia é sagrada porque é a Palavra de Deus.

Paulo sabia que Timóteo conhecia a Palavra escrita, pois ele havia estudado os manuscritos da época. Em outras palavras, Paulo disse: “A Bíblia é sagrada e deve ser ensinada desde a infância, pois todos os seus livros contêm palavras (letras) de sabedoria divina capazes de dar entendimento e sabedoria para pensar, planejar e habilidade para trabalhar em todas as áreas da sua vida”.

Mas, se Timóteo conhecia a Bíblia, por que Paulo escreveu isso a ele? Ao lermos todo o texto, compreendemos a razão desses conselhos. A carta de Paulo começa assim:

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, blasfemadores, desobedientes aos pais, irreverentes, cruéis, atrevidos, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas […] (2 Tm 3.1-5)

 Os tempos difíceis a que Paulo se refere eram os ensinos falsos, porque diz que eles penetram sorrateiramente nas casas. Isso significa “entrar escondido, disfarçado”.

Parece até que Paulo estava descrevendo os dias atuais, pois vivemos hoje um tempo difícil, quando o espírito de engano atua dentro das casas por meio da mídia, da internet e das redes sociais. O ensino sobre a ideologia de gênero, por exemplo, está sendo defendido abertamente por profissionais e ensinado nas escolas para crianças.

A Bíblia diz que o diabo é mentiroso e, desde o princípio, o seu trabalho é enganar. Porém, ele não apresenta suas mentiras de maneira explícita, ele o faz como foi no Éden, apresentado como algo agradável, aparentemente bom e legítimo. Os mais ingênuos, como as crianças, são os primeiros a cair nas suas armadilhas.

Hoje existe um espírito de engano na educação de maneira globalizada. As instituições que trabalham com crianças estão cheias de profissionais com uma mente corrompida pelo engano. O mesmo espírito que atuava naquela época e que Paulo menciona atuou nos dias de Moisés:

E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles. Tu, porém, tens seguido, de perto o meu ensino, propósito e fé. (2 Tm 3.8)

Quem eram Janes e Jambres? São os nomes dados aos encantadores e feiticeiros de Faraó que fizeram o mesmo sinal que Moisés, enganando as pessoas:

Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas. Pois lançaram eles cada um o seu bordão, e eles se tornaram em serpentes; mas o bordão de Arão devorou os bordões deles. (Êx 7.11)

Esses homens eram feiticeiros e agiam com base no que a Bíblia chama de “ciências ocultas”. Isso nada mais é do que feitiçaria. O espírito que atua por trás é o espírito de engano. Esses espíritos agem no mundo há milhares de anos atuando na mente e produzindo cegueira espiritual. Eles estão por trás de movimentos como: feminismo, homossexualismo, esquerdismo e outros. As pessoas acreditam nessas ideologias, pois elas se sustentam com argumentos que parecem verdade, mas não são.

Tanto Moisés como os encantadores tinham um bordão. A palavra bordão significa “instrumento que dá autoridade”. Moisés tinha um bordão, mas os encantadores também tinham o deles. Moisés agiu debaixo da autoridade de Faraó, que simboliza o diabo.

Por fim, Paulo encerra esse capítulo orientando Timóteo a permanecer na Palavra, enfatizando a legitimidade das Escrituras como autoridade para capacitá-lo a desempenhar o seu ministério.

Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, sabendo de quem aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção para a educação na justiça a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. (2 Tm 3.12-17)

O que Paulo disse a Timóteo se aplica a nós hoje. Parafraseando: “Virão dias perigosos, em que as pessoas vão opor-se abertamente àquilo que é sagrado. Elas enganarão a todos (nas casas), pois ensinarão de maneira disfarçada, como fizeram os encantadores nos dias de Faraó, que usaram sua autoridade e habilidade para enganar. Mas vocês, que possuem habilidade e autoridade para ensinar, continuem firmes na Verdade, sabendo que sua autoridade vem de Deus. Ensinem as Sagradas Letras desde a infância, isto é, desde os pequenos até os mais velhos, até que concluam por completo o ensino acadêmico e, assim, sejam preparados para toda obra”.

Essa é uma palavra para nós hoje. Existe uma luta pelo domínio das mentes das crianças. A nossa arma é a Palavra de Deus. Essa arma da mente é poderosa para desfazer as mentiras do diabo. À medida que ensinarmos a Palavra, esse espírito maligno vai ter que recuar: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

Fomos chamadas por Deus para ensinar as “sagradas letras”. O resultado desse ensino é trabalho de Deus. Lembre-se: o reino de Deus é o alvo da nossa corrida. Portanto, faça tudo o que é possível e deixe o impossível nas mãos de Deus. Amém!

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, não atentando nós nas coisas que veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. (2 Co 4.17-18)  

                                                                                    Fonte: As sagradas letras –Pra. Márcia Silva