Os 3 elementos formadores do Caráter

Os 3 elementos formadores do Caráter

Os três elementos formadores do caráter

a forma de pensar


A forma de pensar de uma pessoa é percebida pela maneira como ela constrói a sua escala
de valores. O meu caráter, por exemplo, é determinado em primeiro lugar pelo aspecto moral,
ou seja: por aquilo que eu considero correto, errado, permitido, proibido e assim por diante.
Se eu aprovar aquilo que definitivamente é errado, então se pode dizer que o meu caráter é
defeituoso, ou seja: um mau-caráter.
Ao nos convertemos, a primeira coisa que devemos fazer é renovar a nossa mente. Renovar,
neste caso, significa: mudar tanto a nossa maneira de perceber as coisas quanto a nossa própria
escala de valores. A vontade de Deus é que tenhamos o caráter de Cristo, a sua mente (1 Co 2.16).

O estilo de vida


O estilo de vida de uma pessoa é determinado pelos seus alvos, hábitos e costumes. Se, por
exemplo, o meu grande alvo na vida é ganhar dinheiro, eu devo desenvolver um estilo de vida
compatível com este alvo. Devo desenvolver os hábitos e costumes coerentes com o que quero

alcançar. Se eu quiser ser atleta e não treino como um atleta, há algo errado. Se eu quiser apro-
fundar-me nos estudos, mas não me aplico à leitura, também há algo errado. O estilo de vida

faz parte do nosso caráter. A prova disso é que normalmente pessoas de uma mesma profissão
apresentam características de caráter semelhantes. Por exemplo: empresários, caminhoneiros,
programadores, etc.

A conduta


A conduta é o conjunto de comportamentos que aprendemos e que se firmam dentro de

nós. Conduta é tudo aquilo que fazemos, falamos, sentimos, esperamos e desejamos. A condu-
ta se manifesta na forma como nos relacionamos com outras pessoas. O nosso comportamento

diante de outras pessoas manifesta o nosso caráter, ou seja: nossos pensamentos e motivações.

Esses três elementos compõem o nosso caráter. Evidentemente eles não podem ser obser-
vados separadamente. Mas em tudo o que fazemos, manifestamos esses três aspectos simulta-
neamente. Todos nós, ao nos convertermos, já possuímos um caráter próprio. No processo de

formação do nosso caráter, o meio ambiente exerceu uma grande influência. Muitas das coisas que aprendemos estão corretas, mas existem partes da nossa forma de pensar, do nosso estilo
de vida e da nossa conduta que devem ser transformadas.

O nosso crescimento espiritual é demonstrado pelo nosso caráter. Se, com o passar do tem-
po, acumularmos muito conhecimento, mas não demonstrarmos nenhuma mudança no cará-
ter, isto indica que o conhecimento foi em vão. Por isso, Deus está profundamente interessado

em nossa conduta. Por essa razão, Jesus e os Apóstolos gastaram muito espaço para tratar sobre
frutos, sobre o comportamento, sobre a conduta, enfim, sobre o que está no nosso coração. Se
não, vejamos:

“… portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48).

“… porque nos regozijamos quando nós estamos fracos, e vós, fortes, e
isto é o que pedimos, o vosso aperfeiçoamento” (2 Co 13.9).

“Meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo
formado em vós.” (Gl 4.19).

“Assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para
sermos santos e irrepreensíveis perante Ele” (Ef 1.4).

”A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilita-
do para toda boa obra” (2 Tm 3.17).

“Visto como pelo seu Divino poder nos tem sido doadas todas as cousas
que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele
que nos chamou para sua própria glória e virtude” (2 Pe 1.3)

Em Romanos 8.29, vemos que o propósito eterno de Deus é ter muitos filhos, mas não

apenas isto; estes filhos devem ser semelhantes a Jesus. Deus quer filhos que manifestem o ca-
ráter de Jesus. Quando o homem caiu, o propósito de Deus foi apenas adiado, e não mudado.

A Igreja do Senhor deve atingir esta meta, mas para que isto aconteça, seus líderes devem ir à
frente do rebanho, mostrando o caminho. Como foi dito, o caráter do Senhor Jesus deve ser
desenvolvido nos líderes da Igreja, antes de ser formado no do seu povo.
Não são poucos os escândalos que têm surgido entre líderes investidos de autoridade, que
não receberam aprovação no caráter. Um líder que apresenta sérias deficiências de caráter tem,
nessa deformação, um grande obstáculo para a atuação de Deus em sua vida.
As deficiências no caráter dos membros da igreja se devem, em grande parte, aos próprios
líderes. Em certo sentido a igreja é o retrato de sua liderança. Líderes relapsos geram um povo
relapso. Líderes preguiçosos geram um povo igualmente preguiçoso. Se a liderança for imatura, inevitavelmente também o povo o será. Nunca será demais enfatizar o caráter do obreiro, pois
isto determina o sucesso no ministério. Somente um obreiro de caráter formado e aprovado
pode suportar as pressões da obra e as dificuldades exercício do ministério.