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Autoavaliação da vida financeira

Assim como precisamos fazer um check-up de vez quando para saber o estado de nossa saúde física, precisamos também avaliar a nossa verdadeira condição em relação às finanças. Essa autoavaliação é feita por meio de perguntas.

Se você está endividado e não tem como pagar suas dívidas ou está deslizando rapidamente para a inadimplência, você precisa parar agora e ver onde está errando. E, se você está equilibrado em suas finanças, faça essa autoavaliação para continuar caminhando assim.

1. Você vive do seu trabalho?

Em outras palavras: você trabalha para ganhar dinheiro? Em Mateus 17, encontramos uma situação bem peculiar. Pedro fora confrontado se Jesus pagava um determinado imposto do templo. Jesus se antecipa e mostra que Ele, sendo o Filho de Deus, não precisava pagar, mas, por causa do testemunho, Ele pagaria.


Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti. (Mt 17.24-27)


Veja que a provisão milagrosa do Senhor veio por meio do trabalho de Pedro. Todo servo de Deus deve comer do trabalho de suas mãos. Por isso, devemos trabalhar. Não espere suprimento e prosperidade sem trabalho, pois isso é contrário à Palavra de Deus.

O Senhor disse a Pedro: “Vá trabalhar. Vá ao mar, lance o anzol”. Quando obedecemos fielmente à responsabilidade que Ele nos confiou, Ele age sobrenaturalmente em nosso favor.


2. Você tem orado a respeito da sua condição financeira?

Tiago diz que não temos porque não pedimos (Tg 4.3). Evidentemente, o Senhor deseja que peçamos tudo de acordo com a sua vontade.


E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhes temos feito. (1 Jo 5.14-15)


Você tem convicção de que é a vontade de Deus a sua prosperidade? Não tenha dúvida, a pobreza não é a vontade d’Ele para você. Por isso, ore com ousadia, pois Deus lhe dará tudo aquilo que você necessita.


3. Você tem buscado orientação de irmãos mais maduros?

Um problema sério é a independência e o individualismo. Irmãos que entendem a importância do discipulado sabem que não podem caminhar sem cobertura espiritual. Há alguém que pode falar em sua vida e exortá-lo a respeito da sua vida financeira? Não seja individualista, sente-se com o seu discipulador, abra com ele a sua condição financeira. Ouça a opinião dele de como seria a melhor forma de administrar suas finanças.


4. Você procura seguir o conselho dos seus pais, do seu cônjuge e dos irmãos antes de comprar ou investir?

Na multidão de conselhos, há segurança. (Pv 11.14)

O sábio dá ouvidos aos conselhos. (Pv 12.15)

Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito. (Pv 15.22)

Na multidão de conselheiros, está a vitória. (Pv 24.6)


Depois de tantas advertências bíblicas, é realmente uma grande tolice rejeitar conselhos. Lembre-se de que a obra que é de Deus, feita segundo as regras de Deus, nunca terá falta dos recursos d’Ele. Se estiver faltando, avalie se o que está fazendo é realmente a vontade de Deus ou então verifique se não está violando algum princípio espiritual.


5. Você percebe a diferença entre necessidade e desejo?

Necessidade é aquilo que você precisa para sobreviver; desejo, porém, é aquilo que você busca para o seu prazer. Para suprir sua necessidade de alimento, por exemplo, basta pão e água, mas os desejos não têm limites.

Não estou insinuando que nossa vida deve ser a pão e água. Deus deseja que nossa alegria seja completa. Precisamos, entretanto, ter cuidado para que a mentalidade do mundo não transforme desejos normais em cobiça. A mentalidade do mundo é caracterizada pelo hedonismo — a busca do prazer a todo custo e pelo imediatismo. Essa foi a história do filho pródigo, ele desejou os prazeres e tudo de forma imediata. O resultado foi que ele teve prazeres, mas viveu em uma pocilga.

Esses dois conceitos mundanos são os grandes inimigos da sua prosperidade. Se você vive à procura do prazer, gastará o dinheiro que for preciso para consegui-lo — e fará isso de modo imediatista. Como consequência, você cairá na tentação irresistível do crédito fácil. Ninguém quer mais juntar dinheiro para comprar alguma coisa, precisa ser comprada já, mesmo que o preço triplique, quadruplique e fique com uma montanha de prestações e juros sobre juros.

O empresário impaciente para ver sua empresa crescer se afoga em empréstimos dos quais é quase impossível sair. O empregado compromete todo o seu salário para pagar dívidas e inicia-se um ciclo de fazer dívida para pagar dívida, arrastando a pessoa para baixo em um redemoinho de prestações, duplicatas, contas a pagar, cheques e cartões de crédito para cobrir que o puxam implacavelmente para o fundo do poço da angústia, depressão, medo e, às vezes, desespero.

Muitas coisas que estamos desejando não são, de fato, uma necessidade para cumprir o nosso ministério e cuidar bem da nossa família. Não há como adiar necessidades, mas sábio é aquele que sabe quais desejos podem ser atendidos e sabem esperar o tempo certo. Há um tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3.1).

Muitos dos seus problemas financeiros que têm lhe tirado o sono e a paz hoje não existiriam se você tivesse feito a diferença entre necessidade e desejo. Em vez de hedonismo e imediatismo, aprenda a cultivar a paciência e a simplicidade. Em vez de se afundar em prestações, aprenda a poupar pacientemente para comprar aquilo que deseja.


6. Você tem agido de maneira egocêntrica, semeando para a carne?

Existem coisas lícitas e até boas que podem ser usadas de forma egocêntrica, trazendo prejuízo para a sua vida e para o Reino de Deus. Ter dinheiro no bolso pode ser uma grande tentação para se gastar de uma forma errada (Lc 15.13-14). Você tem certeza de que tudo o que comprou foi da vontade de Deus e que suas motivações eram a glória de Deus? Ou seu desejo era mostrar algo a outras pessoas?

Um exemplo comum é o do crente que prospera e compra uma casa de campo ou um sítio. Comprar uma chácara para descansar com a família em dias de lazer não tem nada de errado em si mesmo, mas, você se conhecendo, já sabe que será uma irresistível tentação ficar todo o domingo nela, em vez de ir ao culto da igreja adorar e desempenhar seu ministério. Nesse caso, essa atitude transmite uma motivação incorreta.

Ou aquele jovem que sonha com um jet-ski, mas sabe que somente poderá usá-lo no fim de semana. O problema é que tanto a casa de campo quanto o jet-ski custaram caro e você se sente na obrigação de usá-los para compensar o gasto. Percebe aí a escravidão de Mamon?

Se suas escolhas financeiras são sempre em função do prazer, você fatalmente está semeando para a carne, e o resultado, diz a Bíblia, será a corrupção (Gl 6.8). Muitos não servem a Deus no ministério durante a semana porque trabalham e estudam, mas também não servem nos fins de semana porque precisam desfrutar da sua prosperidade. Cuidado! Se a prosperidade não nos faz mais gratos e comprometidos com o Senhor, ela, por fim, nos afastará d’Ele.


7. Você compra a prazo?

Nós já aprendemos que a dívida é um tipo de escravidão e uma forma de o maligno nos dar uma falsa impressão de prosperidade enquanto devora nosso dinheiro com os juros. Já aprendemos que não devemos fazer dívidas por três razões.

A primeira é porque a dívida é escravidão, como está escrito em Provérbios 22.7: “O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é escravo do que empresta”. Quando devemos, não temos liberdade para usufruir nossa renda, pois ela já está comprometida com o pagamento do nosso credor. Até que o paguemos, estaremos presos a ele. E em 1 Coríntios 7.23, Paulo nos exorta exatamente a respeito disso: “Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens”. Não pertencemos mais a nós mesmos, por isso não temos o direito de nos entregar como escravos a ninguém.

A segunda é porque a dívida é maldição. Não que Deus nos amaldiçoe ou deixe de nos amar. É porque a bênção do Senhor para nós é não precisar pegar emprestado. É isso o que está escrito em Deuteronômio:


Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: [...] O estrangeiro que está no meio de ti se elevará mais e mais, e tu mais e mais descerás. Ele te emprestará a ti, porém tu não lhe emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda. (Dt 28.15;28.43-44)


O terceiro motivo pelo qual não devemos contrair dívidas é porque a dívida demonstra presunção do homem. Quando nos comprometemos a pagar algo com um dinheiro que ainda não temos, estamos presumindo conhecer nosso futuro, pois supomos que nenhuma circunstância poderá impedir a realização dos nossos planos. Isso é arrogância, não sabemos o que sucederá amanhã. Porém, em Tiago lemos:


Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. (Tg 4.13-15)


Não sabemos o que o amanhã nos trará, pois ele pertence a Deus, não a nós. Por isso, devemos ser prudentes e não assumir compromissos que não sabemos se poderemos cumprir. Alguns compram a prazo, sem levar em conta os riscos, baseando-se em uma falsa confiança carnal do tipo: “Quando eu estiver em aperto e Deus me ouvir gritar por socorro, Ele acabará vindo me socorrer, sem se importar muito como foi que eu me enrosquei nessa confusão”. Você pode ter uma surpresa desagradável. A conduta esperada do cristão fiel é esperar Deus providenciar o recurso para poder comprar à vista e mais barato, ou pelo menos, em condições de pagamento sensatas e em curto prazo.


Fonte: Apostila Curso de Finanças — Pr. Aluízio Silva

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