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Cheios do Espírito em família

Eu fui criado em uma família onde tínhamos o costume de pedir a bênçãos aos mais velhos todos os dias pela manhã e antes de dormir. Quando me converti, percebi que não existia tal prática entre os evangélicos, mas resolvi que iria manter aquele costume em minha casa. Afinal, é muito apropriado abençoar nossos filhos todos os dias e, para eles, é proteção pedir a bênção aos pais.

Abençoar nossos filhos deve ser algo habitual, e uma forma de fazermos isso é realizando um culto doméstico em nossa casa. Esse é um costume antigo que se perdeu na igreja de hoje, mas que precisamos resgatar. É importante que sigamos pelas veredas antigas e não removamos os marcos que os antigos estabeleceram (Pv 22.28; Jr 6.16).

A oração em família pode ser uma grande oportunidade de firmarmos as alianças da família e aprofundarmos nossa relação de amor. Se você ainda não tem filhos, deve começar a orar junto apenas o casal, afinal, nunca é cedo demais para começar a orar em família.


Elementos de uma oração em família

a. O toque de amor

Esse sem dúvida é um momento para que possamos tocar nossos filhos em uma carícia de amor e também nos tocarmos mutuamente como casal. É comum um momento de oração produzir tanta ternura que acabarmos nos braços um do outro, no encanto sexual. Na verdade, a bênção sempre vem acompanhada de um toque afetivo. A Bíblia diz que Jacó beijou e abraçou seus filhos e netos ao abençoá-los.

Respondeu José a seu pai: São meus filhos, que Deus me deu aqui. Faze-os chegar a mim, disse ele, para que eu os abençoe. Os olhos de Israel já se tinham escurecido por causa da velhice, de modo que não podia ver bem. José, pois, fê-los chegar a ele; e ele os beijou e os abraçou. (Gn 48.9,10)

b. A liberação da palavra

Deve haver uma ocasião em que os pais possam liberar a palavra do propósito de Deus para a sua família: a palavra de ensino e dos valores eternos, que são o alicerce de uma casa sólida. Se você é pai ou mãe, seus filhos necessitam desesperadamente ouvir palavras de bênção vindas de você. O seu cônjuge também precisa ouvir palavras de amor constantemente. Toda a sua família eventualmente necessitará de uma palavra de encorajamento. Além disso, quando oramos em família, estamos cumprindo a vontade de Deus, que diz:

Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. (Dt 6.6-9)

c. A valorização dos filhos

O culto doméstico é uma oportunidade de liberarmos a bênção sobre nossos filhos. A bênção inclui palavras de afirmação e vitória, quando claramente falamos do valor de cada um e do quanto são especiais para nós.

d. Uma oração de proteção

Muitos pais jamais oram pelos seus filhos. Isso é lamentável! Deve haver um momento em que possamos impor as mãos e orar pela proteção de cada um deles, e o momento de oração em família é a hora ideal para isso. É também lastimável que muitos casais não orem um pelo outro regularmente.

Como fazer a oração em família

Não estou aqui sugerindo que devemos criar mais uma regra a respeito da qual nos sintamos culpados e em falta. Quero que você coloque a vida com Deus como um estilo de vida a ser compartilhado.

Para ensinar minhas filhas sobre a natureza e a vontade de Deus, tenho usado ambientes informais e eventos não planejados. Em vez de tentar impor regras rígidas de um culto familiar, minha esposa tem orado com elas sempre antes de ir para a escola. Quando prestamos atenção em nossos filhos e nos assuntos que os preocupam, encontramos, nessas situações rotineiras, grandes oportunidades de discutir e ensinar verdades espirituais eternas. Quem sabe você não poderia sincronizar seus passos com os do seu filho e caminharem juntos?


a. Não seja formal

Você pode reunir toda a família no quarto ou num grande sofá e mesmo deitados pode ministrar na vida deles.


b. Aprenda a comer sempre à mesa

Pelo menos uma das refeições do dia deveria ser feita à mesa. Essa é uma ocasião de firmarmos alianças e orarmos uns pelos outros.


c. Uma reunião sem visitantes

O culto doméstico é um momento de intimidade da família e não deveria ter a participação de ninguém mais.


d. Pode ser uma boa caminhada

Nada é mais destruidor para a vida espiritual do que a tradição religiosa. Podemos cantar e compartilhar em família mesmo fazendo uma boa caminhada juntos.


e. Encontre formas de variar

Certa vez, resolvi acampar com minhas filhas no jardim de casa com barraca e tudo. É incrível o quanto pode ser dito apenas olhando para as estrelas.


f. Leia a Bíblia com eles

Mas procure relacioná-la com a vida de cada um dos seus filhos. Leia também outros livros que falem do amor de Deus.


g. Desenvolva a arte de contar histórias

Eventualmente, vejam fotos antigas juntos e conte histórias de parentes falecidos, mas conte também a sua própria história.


h. Jamais dê um nome religioso a esse momento

Por favor, não o chame de culto doméstico. Essa é a pior coisa que você pode fazer. Chamar os filhos para um culto doméstico não é nem um pouco atraente. Chame-os para estar com você, para rirem juntos, mas nunca para um culto doméstico. Por fim, lembre-se de que a maneira como ensinamos a respeito de Deus a nossos filhos é a mesma como ensinamos futebol: sendo apaixonados.

Perguntaram a um professor como ele ensinava seus filhos a respeito de Deus. Ele disse: “Eu falo de Deus todo o dia. Eu ensino exatidão dos caminhos de Deus quando falo de aritmética. Em linguagem, ensino-os a dizer o que se passa no coração na presença de Deus. Em história, mostro-lhes o amor do Senhor pela humanidade e, na geografia, a largueza de uma mente aberta. Em astronomia, demonstro a reverência diante da imensidão do criador e, no recreio, ensino compartilhamento e amor. “Mas o Senhor não lhes fala de religião?” Ele, então, respondeu: “Apenas o suficiente para que percebam a presença de Deus”.


Fonte: Apostila Casais Radicais — Pr. Aluízio Silva

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