Salvação é pela Graça?

Salvação é pela Graça?

Em primeiro lugar, antes de articular os argumentos bíblicos de salvação pela graça, lembre-se de que a salvação ou a condenação não depende das obras do homem, depende unicamente de Cristo (Ef 2.8-9). Ninguém vai para o céu por ser praticante de boas obras, tampouco ninguém vai para o inferno por praticar obras más. Entenda, pois, que ninguém será condenado por praticar o pecado, mas por não crer na verdade do amor salvador de Deus em Cristo Jesus.

E sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. (2Ts 2.12)

Os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. (Rm 5.17)

Martinho Lutero disse: “Na cruz, Jesus se fez o meu pecado para que, na terra, eu seja justiça de Deus”. O pecado é o problema de grandeza cósmica, mas felizmente já foi resolvido completamente na cruz do Calvário por meio da condenação e morte de Cristo. Na cruz, a redenção trouxe derrota absoluta ao pecado, ao diabo e à morte. Isso é tão poderoso que a Bíblia diz que Deus não está imputando aos homens as suas transgressões, pois Cristo sofreu na cruz do Calvário o castigo da humanidade inteira. O caminho da restauração é que, na cruz, Jesus se fez pecado para que n’Ele pudéssemos ser transformados em justiça de Deus (2Co 5.19-21).

Dessa forma, o Senhor Jesus, no Evangelho de João 14.6, diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai se não por mim”. Em relação à primeira pergunta: uma pessoa que abominava a igreja e os crentes, e nem se batizou, mas, no momento antes de morrer, confessou Jesus, pode ser salva?, sabemos que a graça de Deus em Cristo Jesus é poderosa quanto à salvação. No minuto antes da morte, se a pessoa tiver a oportunidade de crer no coração em Cristo e confessar com a boca, ela será salva, uma vez que todo aquele que n’Ele crê não será confundido, será salvo (Rm 10.11).

Sobre o suicídio, em primeiro lugar, é fundamental sabermos que não é um pecado que seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo. Infelizmente, as pessoas fracassam e são passíveis de cometerem erros inacreditáveis. Uma hipótese é que ficamos estarrecidos quando é cogitada a possibilidade real de salvação de um suicida que abominava a igreja e desprezava Jesus, mas, no último segundo de vida, se converteu. É exatamente o que a Bíblia diz, esta é a impressionante e inacreditável bondade da graça de Deus em Cristo Jesus.

Outro caso específico: quando uma pessoa que, sendo um crente batizado, também comete suicídio, há salvação para ela? Por ser um pecado que impressiona muito. Nossa tendência é equacionar o suicídio, cuja perversidade é capaz de excluir o poder salvador da graça a ponto de tornar impossível qualquer suicida de salvar-se em Cristo. Realmente é muito difícil aceitar que uma pessoa que nasceu de novo cometa suicídio. Dessa forma, para quem comete o suicídio, sustenta a dúvida se realmente nasceu de novo. Sobretudo, é importante realçar que é um assunto de alçada exclusiva de Deus. Compete somente ao Senhor tratar as questões na dimensão da vida eterna.

Recomendo com muito temor que ninguém jamais cogite tal possibilidade. Pois aquele que tem dúvidas é condenado quando faz o que não provém de fé, e tudo o que não provém de fé é pecado (Rm 14.23). Clame ao Senhor Jesus e Ele o livrará de todo espírito da morte. A invocação ao nome de Jesus garante salvação eterna (Rm 10.13).

 

Luiz Rigonato – pastor da Videira em Goiânia e supervisor da VINHA