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O evangelismo pessoal

Há certas coisas que enfrentam muita resistência, há uma verdadeira batalha espiritual. Uma delas é que não há como falarmos em expansão do reino de Deus sem falarmos em ganhar vidas. Há críticas porque somos defensores do crescimento. Às vezes, as críticas ocorrem até no meio da igreja. Mas número é realmente algo fundamental. Jesus não morreu por causa de meia dúzia, mas por causa de uma multidão, diz João, de um número tão grande que nem pode ser contado.

Você, como líder de célula, discipulador, futuramente obreiro ou até pastor, é uma arma nas mãos de Deus contra o inferno, e tem de ser usada por Deus.

O evangelismo é um importante aspecto que vem antes da consolidação. É o ganhar. Este é o trabalho básico do ministro, o primeiro passo é ganhar. Depois vem o consolidar, o edificar, o treinar e então o enviar. E, quando falamos de ganhar, estamos falando de evangelismo. Vejamos na Bíblia o que Jesus disse:


Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. (Mt 28.19)


Esta é a ordem do Senhor Jesus para cada um de nós. Não foi só para aqueles doze apóstolos. O Senhor nos mandou ir e fazer discípulos. Naturalmente, nosso trabalho não é só evangelizar. Fazer discípulos envolve ganhar, consolidar, edificar, treinar e enviar.

O fazer discípulos é um processo completo. Mas ganhar é o primeiro momento, é a primeira parte, um momento importante.


RAZÕES POR QUE ALGUNS NÃO EVANGELIZAM

Porque não foram treinados.

Por causa de timidez e medo.

Por causa de falsos conceitos.

Não possuem o dom de evangelista.

Por se julgarem desqualificados.

Não têm mais amizades com incrédulos.

Porque não têm encargo.

Porque têm vergonha do evangelho.


MOTIVAÇÕES PARA O EVANGELISMO


1. Nós temos algo que os outros não têm e podemos compartilhar (2Rs 6.24 - 7.20) O Segundo Livro dos Reis nos conta a história do cerco de Samaria pelo rei da Síria. Devido ao cerco, o povo experimentou tamanha fome que seus habitantes chegaram a praticar o canibalismo.

Condenados a morrer como os demais, quatro leprosos disseram entre eles: "Se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão-somente morreremos (2Rs 7.4). Os leprosos foram e acharam o arraial dos sírios abandonado, então se banquetearam e tomaram das melhores roupas, porque o Senhor havia afugentado o exército sírio. Diante disso, qual foi a atitude deles? Foram e contaram para o resto da cidade.

Como aqueles leprosos, nós temos muito para contar daquilo que Deus nos tem feito. Não precisamos pregar a Bíblia, precisamos apenas contar daquilo que Deus nos tem dado e feito. Por que não temos mais evangelismo assim? Porque o diabo tem convencido a muitos de que eles são pobres e miseráveis e não têm nada para compartilhar.


2. Nós somos representantes de Deus (At 1.8)

Por incrível que pareça, Deus escolhe pessoas comuns, como eu e você, para serem seus porta-vozes no planeta Terra. Nós somos singulares em nossas aptidões, talentos, personalidades, idades e mensagens. Cada um de nós é um agente enviado para um tipo especial de pessoa. Somos agentes da paz e da reconciliação. Mas a chave para desempenhar essa função é o enchimento com o Espírito Santo.


3. Nós precisamos alertar as pessoas da realidade do inferno

É algo inquietante, mas verdadeiro: o inferno existe e muitas pessoas estão indo para lá agora mesmo. O inferno foi um dos principais temas abordados por Jesus (Lc 16.19-31).


Precisamos gastar cada vez mais tempo, dinheiro e energia para alcançar os de fora. Quando percebermos a realidade de que há um inferno, adquiriremos a mentalidade do tipo: fazer o possível e o impossível para que uma alma seja salva.


a. A realidade do inferno


Para o sábio, há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno, embaixo. (Pv 15.24)


Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno. (Pv 23.14)


Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. (Mt 5.22)


Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. (Mt 10.28)


Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. (Mt 11.23)


Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo. (Mt 18.9)


Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós! (Mt 23.15)


No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. (Lc 16.19-31)


E aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. (Ap 1.18)


E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra. (Ap 6.8)


Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. (Ap 20.10-15)


4. Há uma recompensa para nós quando evangelizamos

A última motivação para o evangelismo é a recompensa de conduzir alguém a Cristo. Esta recompensa acontece de duas maneiras:

a. Porque nos alegramos sobremaneira em gerar um filho espiritual — essa alegria é compartilhada pelos anjos no céu


Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lc 15.7)


b. Porque receberemos de Deus a recompensa no céu


Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor. (Fp 4.1)


Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós? (1Ts 2.19)


5. Nós prestaremos contas diante de Deus se não pregarmos

Se formos fiéis, teremos a recompensa. Mas se formos negligentes, seremos punidos diante do Senhor. Sobre nós, pesa a responsabilidade do atalaia. Nossa principal motivação não deve ser esta, mas certamente precisamos tê-la diante de nós.

Saber a verdade e não revelar, perceber o outro indo para o abismo e não o advertir, ter um depósito e não compartilhar, conhecer o remédio e guardá-lo para si são situações passíveis de juízo diante de Deus (Ez 3.17-21).


ESTILOS DE PESCADORES

Existem tantos estilos de evangelismo quanto há evangelistas. Para um mundo tão variado como este, com diferentes culturas, personalidades, posições sociais, escolaridade, Deus preparou também um exército de evangelistas com diferentes estilos.

Não temos de nos transformar em algo que não somos a fim de sermos evangelistas. Precisamos, sim, de poder, unção, oração, santidade e dependência de Deus, mas podemos fazer tudo isso sendo nós mesmos.

1. O estilo de confrontação de Pedro


Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel, de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. (At 2.36-38)


2. O estilo intelectual de Paulo

Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. (At 17.23)


Algumas pessoas precisam de uma apresentação do evangelho mais persuasiva e acadêmica. Eles não se deixam ser confrontados.


Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. (At 17.2-4)


3. O estilo do testemunho do cego

Seria bom se cada crente escrevesse o seu testemunho para se familiarizar com ele de forma a apresentá-lo com clareza e objetividade.

4. O estilo do compartilhamento da fé do gadareno


Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. (Mc 5.18,19)


A maioria de nós não consegue abordar um desconhecido para apresentar um testemunho, mas podemos alvejar os nossos parentes com oração e jejum e depois apresentar-lhes como o amor de Deus tem mudado a nossa vida.

5. O estilo interpessoal de Mateus


Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. (Lc 5.29)


Mateus era um coletor de impostos e, como tal, possuía inúmeros amigos. Certamente, era um homem muito próspero. Ele não os confrontou nem desafiou intelectualmente seus amigos, apenas desenvolveu a amizade entre eles. Convidou-os para ir a sua casa. Ele queria influenciá-los.

6. O estilo do convite da mulher samaritana


Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. (Jo 4.28-30)


Muitos não são confrontativos nem intelectuais, também não possuem um testemunho dramático para contar e nem são particularmente populares. Eles podem, entretanto, convidar pessoas para virem aos cultos.

7. O estilo do serviço de Dorcas

É provável que ela nunca tenha pregado um sermão como Paulo ou Pedro e talvez nem tenha tido um testemunho dramático para contar. Contudo, através de seus atos de bondade, ela atraiu muitos a Cristo.

Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia. (At 9.36)


Fonte: Apostila do Curso de Treinamento de Líderes – Pr. Aluízio A. Silva

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